Vou começar, pelo principio. Sempre fizemos tudo juntos, brincámos, rimos, saltámos, dançámos, comemos, dormimos, cantámos, respirámos... Tudo , mas mesmo tudo, com todas as letras. Sempre foste o mais difícil de lidar, de falar, de entender, mas nunca pensei que chegaria-mos a este ponto, e quando digo "ponto", não sei o que dizer á cerca disso, porque nem eu sei o que se passa, o que é isto, nem como vai ser, nem o se um dia vou chegar a saber. Nós, realmente, e digo isto com um sorriso de orelha a orelha, sempre tivemos uma vida muito engraçada, diferente, mística, estranha, talvez, diferente de muitas banais.
O que é o "banal" hoje em dia? Bem, eu não sei, mas não é nada disto.
Agora, vamos ver com olhos de ver, vamos sentir de verdade... Não te sentes só? Não sentes a falta do "tudo por uma coca-cola" ? Não sentes falta de rir? Não sentes falta de um "café"? De um "jantar"? ... Não sentes falta, da tua vida, da nossa vida? Daquilo que éramos? Se soubesses o quanto me custa falar sempre no pretérito perfeito do passado.
Eu não te acuso, não, não te censuro, não, não te grito, não. Deixa-me pensar, já que tu não pensas, já nos perdemos em muitas coisas, nas estradas, nos sonhos, na família, nos amigos. Mas sempre juntos. Vou deixar-me de rodeios, e vou passar ao que mais me magoa no meio disto tudo, magoa-me saber que aquele a quem sempre tive grande estima, a quem sempre me deu a definição de orgulho, aquele que nunca se deixou ir a baixo, se está a perder por completo. Consegues derrubar-me a alma em 3 meros meses. E sabes, eu até posso estar a escrever isto, sem razões, sem sequer me aperceber que alguém pode ler, mas se me perguntares o porque disto, eu não sei, se me perguntares se és tu, eu não sei, mas se me perguntares se estou feliz, como antes estava, com tudo no lugar, com o nosso grande amigo, com a minha grande amiga, eu sei, mas não te digo, porque espero que saibas bem a resposta.
Não vou mentir, sinto muito, a falta de tudo, sinto a tua falta.
Escrevo isto porque não te o consigo dizer, não é falta de coragem, é só porque não me dás ouvidos, ou não me deixas falar. Nunca foste grande ouvinte, por isso escrevo. Sei que só duas pessoas vão ler isto, e sei exactamente quem são, vocês sabem, sinto a vossa falta. Quanto ás nossas vidas, aliás, quanto á minha vida, completamente anormal, como sempre.
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ESTÁ LINDO.
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